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Chegou 2016. E agora, o que fazer?

Chegou 2016. E agora, o que fazer?

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Trabalhar com energia, inteligência e sabedoria. Nossos projetos pessoais e profissionais necessitam continuar.

Precisamos, na verdade, continuar nossos projetos individuais de crescimento e de vida com prazer e alegria como pessoas, profissionais e empresas, independente do cenário político que conseguiu afetar negativamente nossa economia. Muito importante será percorrer 2016 sem sentir saudades de 2015. Quando olhamos para trás e para frente, em tese, tudo nos leva a crer que temos chance sim de sentir saudades do ano que passou ou nos certificarmos que o fundo do poço ainda está por vir, mas este não deve ser nosso sentimento ou pensamento.

Politicamente, as coisas vão continuar caminhando de um lado a outro como sempre foi e, economicamente, nós envolvidos com o setor de Alimentos, Bebidas e Nutrição vamos continuar nossa luta que já vem de muitos anos para fazer este país crescer. E está provado que temos conhecimento, experiência e força para tal quando lembramos que nossa inflação já chegou a 80% ao mês. Portanto, grandes desafios foram superados no passado e devemos confiar em nosso talento para mais uma vez dar a volta por cima, apesar de tudo. Vale lembrar que a indústria de alimentos sempre teve importância expressiva na economia brasileira ao longo dos anos e assim será.

A otimização dos custos nas empresas continuará sendo fundamental para a adequação das empresas ao atual cenário econômico do país. Em 2015, enfatizamos a necessidade de olhar para dentro para reduzir o desperdício de produtos na cadeia industrial da alimentação. Isso continua válido e para aquelas empresas que já fizeram esta parte, o próximo passo deverá ser a busca de novas oportunidades de melhoria de produtos e processos que permitam aprimorar o custo sem afetar a qualidade diante do consumidor.

O novo cenário já está nos mostrando a venda de empresas médias e de porte para grupos internacionais que estão se beneficiando da valorização das suas moedas diante do nosso Real (R$). A redução de quadros de profissionais nas empresas já vem sendo também percebida, mas por outro lado em alguns setores empresas conseguem ter suas vendas aumentadas por conta da movimentação do consumidor na compra de produtos de menor preço. Por sorte, nas últimas décadas, com a presença significativa de profissionais da tecnologia de alimentos atuando nas empresas, os produtos tendem a ser muito mais competitivos entre empresas sob o aspecto da qualidade. Junte-se a isso a presença maior de novos empreendedores que avaliam as oportunidades de negócios para lançamento de novos conceitos de produtos seja a partir de suas próprias ideias ou através da viabilização internamente de produtos lançados com sucesso no exterior.

Para finalizar e estimular a visualização de novos produtos, ressaltamos que as tendências mundiais de alimentos continuam em evolução e para 2016, com certeza, ganham força os produtos à base de maiores teores de proteínas, tanto com foco na Nutrição Esportiva como na Alimentação voltada à Saudabilidade que envolve um grande número de consumidores nas diversas faixas etárias. Além disso, ainda relacionando com Saúde, um maior número de produtos novos.

Autor do Artigo: Guaracy Pessôa

Químico Industrial com Especialização em Administração de Negócios, diretor da Sol Intal, consultor na área de Inovação e Desenvolvimento de Produtos, sócio da PBC – Food & Beverages Consultants